terça-feira, 29 de junho de 2010

2ª Noite Fora do Eixo em Divinópolis/MG


ANTI-HERÓI apresenta:

2ª Noite Fora do Eixo em Divinópolis/MG com:


Porcas Borboletas (Uberlândia/MG)
Alkmixtas (Divinópolis/MG)

dia 01/07 às 19:00

no "Espaço da Diversidade Cultural"
na Praça do Santuário em Divinópolis/MG


Entrada Gratuita - Por ordem de chegada
os 50 primeiros concorrem a cds


nos vemos lá!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Proximo domingo dia 23/05 em Divinópolis/MG

Coletivo Pulso apresenta:

Som com as bandas:

- AURA...

- CICLLOS

- RAP DE RUA

- GRAN PIERROT

+ apresentação circense com o grupo "CIRCO DE BIKE"

Domingo, 23 de maio de 2010 às 14 horas

local: Rua Mar e Terra n° 470 - bairro Candelária - Divinópolis/MG

Entrada GRATUITA

SAIRÁ UM ONIBUS GRATUITO DA PRAÇA DO SANTUÁRIO às 13 horas

sábado, 8 de maio de 2010

Okupar é Resistir


Originário da contra-cultura dos anos 60, o movimento squatter ganhou o mundo com seus ideais de solidariedade e afronta aos valores do sistema capitalista.

Por Adriano Belisário


Nas ruas de toda grande cidade, o abandono de imóveis contrasta com a grande massa de desalojados. Enquanto sem-tetos buscam abrigo pelas ruas, proprietários mantêm suas posses vazias com a esperança de vendê-las no futuro por um preço vantajoso. Geralmente ignorada pelo poder público, a especulação imobiliária não passa desapercebida pelos squatters. Nascido na contracultura européia dos anos 60, este movimento ocupa espaços urbanos ociosos para neles construir verdadeiros centros de resistência cultural.


Formado basicamente por anarquistas, punks, hippies e comunistas, o movimento squatter luta contra aquilo que os pesquisadores chamam de gentrificação. Trata-se de um processo de enobrecimento dos espaços urbanos, que ocorre principalmente em pontos centrais das cidades. A gentrificação ocasiona a remoção dos moradores de áreas consideradas degradadas em prol da recuperação econômica do local.

Por sua vez, os squatters promovem outro tipo de revitalização. Após limpar o prédio abandonado, eles instalam serviços básicos, através de “puxadinhos” de água, luz e gás. No entanto, a ocupação só é completa quando o local passa a ser sede de atividades culturais, como a instalação de bibliotecas, mostras de teatro e poesia e rádios clandestinas. Eis, então, um autêntico squat. A legalidade de seu funcionamento varia de acordo com a legislação do país. Enquanto em muitas regiões a prática é considerada ilegal, na Holanda, por exemplo, prédios abandonados por longos períodos podem ser ocupados sem problemas judiciais.


Os squatters também são conhecidos como okupas. Entre eles, o termo "ocupação" é grafado com K para diferenciar suas intervenções das outras, marcando o caráter políticos de seus atos. A letra remete ainda à cultura punk, que, ao lado do anarquismo, forneceu as diretrizes básicas do movimento squatter. As ocupações são feitas em regime de autogestão, sem chefes ou líderes. Para os squatters, a construção de um espaço alternativo baseado em princípios de solidariedade e respeito mútuo é uma forma de resistir ao pensamento capitalista, centrado nas noções de propriedade privada e na massificação cultural.


Para quem acredita que anarquia é sinônimo de bagunça, não faltam exemplos de organização squatter para provar o contrário. Em Londres, ficou famoso o caso do Squat 121 Center, que após 18 anos de existência foi desativado em 1999. Nele, entre outras atividades, os okupas realizavam ações de amparo à população pobre da cidade. Em relato à Revista Dynamite, Kuru, brasileiro ex-membro do squat inglês, afirma que o grupo era formado em grande maioria por revolucionários e pessoas ligadas à causa ecológica. “A gente ia aos lixos atrás dos supermercados e feiras. Pegávamos tudo o que eles não queriam mais. Era muita comida. Às vezes cozinhávamos para quase 100 pessoas”, conta.


Pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina, Cleber Rudy estuda o movimento squatter e é autor de artigos sobre o tema. Em entrevista concedida ao site da Revista História da Biblioteca Nacional, Cleber comenta a atuação destes grupos no Brasil.


Revista História - Na década de 60, surgiu na Holanda o movimento Kraker, que possuía atuação bastante semelhante aos squatters. Qual a sua influência na construção dos squats?


Cleber Rudy: A política squatter é fundamentada no movimento punk-anarquista, compondo uma espécie de simbiose squatter-punk. A máxima holandesa dos anos 80, “um punk é um squatter e vice-versa”, ainda que de forma amena, é também seguida no Brasil. Neste sentido, apesar dos squatters brasileiro não agregarem os dispositivos de resistência (rádios clandestinas, revistas, livrarias, advogados especializados, etc) utilizados nas ocupações dos krakers, este movimento holandês tornou-se um forte referencial de luta para os ativistas nacionais. Por exemplo, em Curitiba, o squat Payoll mantinha uma distribuidora de livros e de outros produtos Kraakers, em homenagem ao movimento dos anarquistas sem-teto de Amsterdã.


RHBN – Os squatters surgiram no Brasil na década de 90. Antes disso, há registro de grupos que promoviam a ocupação sistemática de imóveis abandonados?



Cleber: Antes disso, o que se pode constatar são alternativas comunitárias que tinham como peculiaridade o perímetro rural, embasadas em princípios ecológicos ou esotéricos e envolvidas pela contracultura hippie. Todavia, os squatters voltaram-se para as áreas urbanas, optando por permanecer nas cidades e buscando soluções ali mesmo, já que eram compostos por punks (outro movimento urbano) motivados por perspectivas anarquistas. Eles buscavam saídas diante da especulação imobiliária, defendendo novas maneiras de pensar e agir como forma de resistência à organização capitalista da vida urbana, principalmente nos grandes centros.


RHBN – Quais os principais grupos ainda existentes no Brasil? Como suas atividades são vistas pela mídia e pelo poder público?


Cleber: Existem espaços que ainda resistem. Em Atibaia, interior de São Paulo, há a Casa Reciclada. Na periferia de Curitiba, temos a Kaazaa, um dos espaços mais antigos no Brasil, que já completou 13 anos de ocupação. Em Blumenau, há o Corcel Negro. Em Porto Alegre, a Kasa de Kultura. É muito raro a grande mídia dar cobertura a estes movimentos e à trajetória destas experiências. Isto praticamente só ocorre durante as ações de despejo. Todavia, os squatters possuem seus próprios dispositivos de comunicação e divulgação, como os zines, pequenos jornais feitos de forma artesanal e com uma tiragem reduzida. Eles intercambiam informações entre grupos nacionais e internacionais, relatando atividades e organizando encontros de confraternização entre okupas.


Como o movimento squatter se coloca na contra-mão do estabelecido ao desafiar interesses imobiliários e políticas urbanas, o poder público tende a se mostrar hostil a tais iniciativas, não vendo distinções entre espaços ocupados com finalidade de atuarem como centros culturais e lugares usados como refúgio para uso de drogas e depósito de furtos. Desta forma, o poder público acaba implementando uma legislação, como a efetivada em Curitiba em 1997, para sancionar o “lacramento completo de portas e janelas, proibindo a entrada de desconhecidos” em imóveis abandonados, visando, neste exemplo, coibir o squat Payoll.


RHBN – Além dos zines, a militância squatter utiliza também as novas tecnologias como forma de divulgar suas atividades?



Cleber: No caso do Movimento Squatter no Brasil, há ainda um certo receio na utilização de tais meios como um veículo de propaganda em favor da causa okupa. Aparentemente, tal desconfiança parece estar ligada a uma precaução face à represália policial, já que o ato de okupar implica em litígios jurídicos que revelam as dicotomias entre o direito à vida e o direito à propriedade, em situações em que se contempla um maior respeito ao direito de propriedade.

RHBN – Além dos embates com o poder público, os squatters enfrentam outros tipos de ataque?



Cleber: A causa squatter é abraçada grandemente por anarco-punks, ou seja, jovens que além de seguirem a cultura punk buscam na política anarquista um mote de embate social em defesa da liberdade, da igualdade e contra o capital, valendo-se da autogestão e da solidariedade. Do outro lado do cenário urbano há os skinheads, por exemplo. Trata-se de um grupo influenciado por ideologias nazi-fascistas. São grupos amparados em perspectivas de luta opostas.


Na defesa de um modelo social conservador, os skinheads praticam ações violentas contra segmentos questionadores destes princípios, entre os quais os squatters. Para se ter uma idéia dos embates entre squatters e skinheads, o squat Payoll de Curitiba foi alvo de duas bombas caseiras em 1998. Um de seus membros foi ainda esfaqueado nas redondezas da ocupação.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

1ª Noite Fora do Eixo em Divinópolis/MG


O Coletivo Anti-Herói em conjunto com o Ponto de Cultura de Divinopolis apresenta sua primeira Noite Fora do Eixo que contará com nada mais nada menos que Macaco Bong, além de exposição de poesias do Barkaça e de fanzines do Pulso. O local escolhido para este momento historico foi o Centro de Artes na Praça do Santuário. A primeira Noite Fora do Eixo em Divinópolis/MG terá inicio às 19:00 horas no dia 22 de abril com entrada gratuita a população e por ordem de chegada. Então esperamos todos para compartilharmos este momento histórico.

grande abraço e até lá !!!

sobre o Macaco Bong (Cuiabá/MT):

Macaco Bong é um power trio de Cuiabá (MT), nascido em 2004. A banda é um dos programas do Instituto Cultural Espaço Cubo, e baseia-se na desconstrução dos arranjos da música popular em seus formatos convencionais e aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop e etc. Já circulou os principais festivais de música do Brasil (além de Argentina e Canadá), e teve seu cd Artista Igual Pedreiro eleito o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone Brasil.

Formação - Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo). http://www.myspace.com/macacobong

terça-feira, 6 de abril de 2010

Grito Rock América do Sul em Divinópolis

O Grito Rock em Divinópolis começou com o pé direito. Pontualmente às 19h a platéia já se posicionava em uma vasta fila do lado de fora do Teatro Municipal Usina Gravatá. No meio da platéia ansiosa estavam dois mímicos extremamente bem humorados, que distraiam a fila inteira e a desdobrava entre risos e timidez. Quando as portas do Teatro se abriram, a expectativa tomou conta não só do coletivo Anti-Herói, mas também de todos aqueles que ali iriam se apresentar e dos que queriam assistir.


O evento contou com shows de 6 bandas renomeadas regional e nacionalmente, merecendo destaque as bandas 4Instrumental e Letto, que eram bandas praticamente desconhecidas para o povo divinopolitano, e que conseguiram arrancar longos assobios e pedidos de "bis" da platéia. Sem falar de Marcelo Rocha, que abriu o evento encantando o público com sua música e poesia performáticas, Teoria dos Anjos, que fechou o sábado com chave de ouro e uma grande salva de palmas, nosso xodó divinopolitano Pharmacia e o samba enraizado do Capim Seco.


Fora as bandas, o evento contou com a participação de Stand-ups de Mariela e Felipe, desenhos feitos durante o evento pelo artista César Cedro, a exposição dos exemplares do Barkaça em banners e a recitação de poesias por poetas da cidade, numa performance um tanto quanto diversificada: lanternas, escuro e voz em poesia. Além da gravação do programa Música Ambiente, realizada durante o próprio evento.



O evento foi um verdadeiro sucesso e o Coletivo Anti-Herói agradece a presença de todos os espectadores, colaboradoes e artistas. Fica aqui o nosso muitíssimo obrigado e até o próximo evento ;)
Confira as fotos do Grito Rock América do Sul no espaço: http://www.flikr.com/anti_heroi

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

GRITO ROCK AMÉRICA DO SUL 2010 - 2ª edição DIVINOPOLIS


Nos dias 27 e 28 de fevereiro a partir das 18hs será realizado no Teatro Municipal Usina Gravatá em Divinópolis/MG, o Grito Rock América do Sul 20102ª edição Divinópolis. A entrada é GRATUITA e por ordem de chegada, portanto cheguem cedo!

O Grito Rock América do Sul é um festival realizado anualmente e é uma das maiores ações integradas e simultâneas que se tem noticia na musica independente mundial. A edição de 2009 contou com mais de 60 cidades brasileiras, além de Montevidéu (URU) e Buenos Aires (ARG), fazendo deste o maior festival integrado da América Latina. O Grito Rock, maior festival integrado da América Latina, ocorrerá este ano em mais de 70 cidades (incluindo Buenos Aires e Córdoba, ambas na Argentina; Montevidéo, no Uruguai; e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia). Idealizado pelo Circuito Fora do Eixo, maior rede colaborativa de trabalho no mercado independente do Brasil, o Festival, que é realizado desde 2005, prolonga cada vez mais seus tentáculos ao incluir pequenas cidades na rota da turnê de grandes bandas do mercado fonográfico médio.

Embora o nome do evento remeta ao Rock, aporta várias manisfestações artístico/culturais!

Então vamos para a programação:

27/02 (sabado)

4instrumental (sabará/mg)
teoria dos anjos (divinopolis/mg)
marcelo rocha (governador valadares/mg)


28/02 (domingo)

letto (natal/RN)
pharmacia (divinopolis/mg)
capim seco (bh/mg)


e mais poesia, teatro e outras manifestações culturais.
esperamos vcs lá !!!