terça-feira, 8 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Manolos Funk Lança seu Primeiro EP


O quarteto mineiro, Manolos Funk, promove temporada de lançamento de seu primeiro EP “Manolos Funk” através do selo Vatos. Os primeiros shows acontecem nos dia 12 de dezembro no Festival Semifusa, em Ribeirão das Neves e no Centro Cultural Lindéia Regina em Belo Horizonte. Já no dia 17 do mesmo mês a banda faz show no bar ROTA 85, em Belo Horizonte, onde todo o público presente levará o EP de brinde na entrada.


Gravado no Estúdio Casa Antiga, em Belo Horizonte, o EP “Manolos Funk” conta com 5 faixas que dão uma boa amostra da capacidade da banda com sua sonoridade particular e original definida pelos próprios Manolos como “ultrafunk”. E o disco ainda conta com a participação mais que especial do DJ Giffoni na faixa “Origamis” A parceria da banda com Fabrício Galvani e Sérgio Giffoni na produção do disco, garantiu timbres e mixagem que atingiram todas as expectativas da banda.


Quanto a escolha do ROTA 85, que fica na região da Pampulha, para a realização do lançamento, a banda é categórica: “Belo Horizonte precisa se perceber como metrópole que é. Numa cidade deste tamanho, a música independente não pode, nem deve, ficar presa aos limites da Contorno. Por isso fiquei muito feliz, quando a direção do bar decidiu abraçar nosso projeto e abrir pela primeira vez espaço para música autoral em sua grade.” afirma Fred Berli, baterista dos Manolos.


O EP “Manolos Funk” é o primeiro lançamento do Selo independente Vatos Disco, ligado ao Circuito Fora do Eixo, através da Fora do Eixo Discos e mostra através da utilização em sua produção de conceitos como reciclagem e sustentabilidade, o espírito do Circuito Fora do Eixo: onde falta verba, sobra criatividade, competência e companheirismo. E é por estas e outras que essa rede de coletivos vem balançando a cena musical brasileira.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Banda Citoplasma aposta na mistura de elementos punks e da música regional para buscar um som particular

Com um estilo musical bem original, a banda contagense Citoplasma é uma representante do rock progressivo da cidade. Formada pelos músicos Julio César (voz), Eduardo Henrique (Guitarra, teclado e vocais), Marlon Nunes (Baixo) e Davidson Carvalho (Bateria e percussão), o grupo está na estrada desde 2002 e se prepara para concluir seu primeiro CD "Centralize os ponteiros do relógio para os olhos de Monalisa". Depois de passar por muitas formações, a banda que tem como sede o bairro Riacho 3, já sofreu algumas alterações no modo de fazer música. O grupo começou a tocar na garagem da casa do baterista e no início fazia covers de bandas punks, como Ramones e Sex Pistols. Em 2003, o grupo fez o primeiro show no Festival Primavera e, com o passar do tempo, começou a remodelar o estilo musical passando a incorporar novos elementos, como a música regional e os tambores, produzindo assim um estilo denominado por eles como new punk. O som do Citoplasma passa também pelo alternativo, o blues e os experimentalismos musicais. Hoje, as principais influências da Citoplasma são Pink Floyd e Radiohead, e muitas das características que a banda possui vieram do primeiro guitarrista, Lucas Bimond. Lucas é responsável pelas definições mais "psicodélicas", como a "abstração poética livre", que é uma das formas de se denominar a música do grupo. As letras dizem muito do cotidiano, mas também refletem a relação com o tempo e o espaço que os integrantes conservam. Em 2005, depois de montar um estúdio próprio, o grupo gravou um álbum demo, feito de maneira caseira, já que as instalações ainda não eram adequadas para a produção. No início a banda tocava com equipamentos emprestados ou improvisados, como telefone no lugar do microfone. Em 2007, A banda Citoplasma foi convidada para participar do projeto da gravadora Piraquara Records, de São Paulo. O primeiro CD, que foi produzido por Marcelo Ribeiro, o mesmo produtor do cantor Nando Reis, é composto por 12 faixas e ainda não foi concluído. A intenção do grupo agora é juntar o valor necessário para a finalização do projeto, cerca de R$1.000. Sem condições de viver apenas da música, todos os integrantes trabalham nas mais diversas áreas. Marlon é professor de geografia, Júlio e Eduardo são auxiliares administrativos, e Deivdson é técnico de informática. A banda possui repertório próprio, e uma das características é a forma de escrever. Muitas das músicas da banda são compostas em conjunto, como ressalta o guitarrista Eduardo Henrique: "Nossa música, em si, é toda feita em grupo", disse. A banda busca agora apoio para produzir o primeiro videoclipe, que segundo eles será uma forma de tornar o trabalho da banda mais conhecido. Também já está sendo programada uma nova agenda de shows, como o que aconteceu na última quinta-feira (27), no Berimbau Circo Bar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009



Após lançamentos de bandas renomadas do cenário independente nacional, como o Porcas Borboletas, no qual foram registrados mais de 3.000 downloads, o Compacto.REC deste mês disponibiliza na íntegra o primeiro registro físico da banda gaúcha Rinoceronte, que atua com o Coletivo Macondo, de Santa Maria.


Fomentar produções que apresentem uma qualidade estética superior, e que não estejam necessariamente ligadas aos grandes centros políticos: a concepção do Circuito Fora do Eixo encontra um dos seus maiores expoentes na banda Rinoceronte, de Santa Maria, cidade gaúcha de apenas 270 mil pessoas, mas que se encontra em posição estratégica, no centro do estado.

A banda, que investe numa sonoridade que vai na contramão dos moldes do já estabelecido ''rock gaúcho'' - que geralmente privilegia referências oitentistas e brit-pop - se coloca num espaço que fica entre o rock setentista e o stoner rock contemporâneo, influência comprovada até mesmo na presença de palco dos integrantes da banda.


O primeiro lançamento da banda mostra amadurecimento em termos de qualidade técnica e estética. O garage/stoner da banda consegue aliar momentos de peso que soam quase heavy metal, como em "Anda no Ar", com passagens que imprimem uma abordagem mais pop ao estilo, como nos vocais de "Chaves e Segredos". Fechando ainda o disco, há toda a energia rocker de "O Choque", que cumpre o prometido pela banda. Um ponto importante a ser destacado na produção do CD é o conceito visual da capa, elaborado pelo coletivo de designers Bicicleta Sem Freio, cujo trabalho pode ser visualizado no clipe da música "My Favorite Way", da banda Black Drawing Chalks (GO), videoclipe que concorreu na edição de 2009 do VMB nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do Ano. A banda, que está na Coletânea Fora do Eixo 2009, terá o seu EP primeiramente disponível apenas para download, e será distribuído nacionalmente pela Fora do Eixo Discos.






quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Impressões do Jambolada 2009

A definição foi unânime da galera quanto ao Jambolada 2009, "Ducaralho". Produção impecável! A receptividade da galera, o clima, os shows, a oportunidade de reencontrar amigos, enfim, foi tudo mto lindo! "Ducaralho" D+!

Chegamos na quarta (21/10) para o lançamento do Jambolada que rolou no MUNA (Museu Universitário de Artes). Na ocasião, Talles (Goma) e Alessandro (Valvulado) falaram sobre toda trajetória até esta que é a 5º edição do festival.

Encontro Fora do Eixo Minas

Nos dias seguintes rolaram, varias reuniões do FEM, onde pudemos encaminhar varias coisas referentes a regional, como as formalizações dos coletivos mineiros, o fórum da música de MG, encaminhamentos para o Grito Rock 2010 no estado, a agência FEM, a comunicação interna e externa, definimos os próximos encontros presenciais e o calendário de 2010 com as principais ações do FEM.

Painel Sebrae

Painel Forum

Painel Conexão Vivo

Na quinta, ás 19hs rolou no MUNA a apresentação de três painéis: um sobre o SEBRAE apresentando seu programa cultural, um do Programa Música Minas, apresentado pelo Fórum da Música de Minas Gerais e o terceiro do Conexão Vivo, apresentando a política cultural da empresa.


O impacto ambiental em eventos culturais

Direito Autoral na Era Digital


Já na sexta, Ná Figueredo (Newamazoniasmusic), Eduardo Garbo (Mais Brasil), Alessandro Carvalho (Valvulado Discos), Letz Spindola (Fora do Eixo Discos) e Bart (53HC) discutiram sobre “Os selos independentes e novas formas de distribuição”. E na sequencia, rolou a palestra de Maíra Miller, falando sobre “Como trabalhar o impacto ambiental em eventos culturais” e encerrando os debates da sexta Gustavo Aniteli (Movimento MPB – Música Para Baixar), Cláudio Prado (Cultura Digital), Daniela Souza (UBC – União Brasileira dos Compositores) debateram sobre Direito autoral na era digital.

Na sexta também começaram os shows do festival. Se apresentaram na sexta as bandas Seu Juvenal (MG), Pato Fu (MG), DJ Tudo e a Garrafada (SP), Black Drawing Chalks (GO), Ophelia And The Tree (MG), Devotos (PE), U-Ganga (MG), Snorks (MT), Dissidente (MG), Maldito Sudaka (MG), Os Patto (MG), Waldi e Redson (GO).


No sábado durante toda a tarde rolaram debates no Muna e no Goma. O primeiro foi sobre “Software Livre e Cultura Digital”, com Cláudio Prado (Cultura Digital) e Daniel Roviriego (Massa Coletiva/Rádio UFSCAR). Depois o debate foi sobre a “Frente Brasileira de Hip Hop” com a participação de Linha Dura (CUFA – MT), Max (CUFA – DF) e Kakko (CUFA – UDI). Para finalizar os debates do dia, rolou uma discussão sobre a literatura com Xico Sá, Ruy Mascarenhas, Danislau Também e Alex Antunes.

Software Livre e Cultura Digital

Frente Brasileira de Hip Hop

Jambo Literária

A noite, os shows ficaram por conta das bandas Aura...(MG), Cães do Cerrado (MG), Sepultura (MG), Canastra (RJ), Porcas Borboletas (MG), Aura (MG), Dom Capaz (MG), Cérebro Eletrônico (SP), Krow (MG), 4 Instrumental, Mata Leão (MG), Killer Kowns (MG), Johnny & Alfredo & Seus Neurônios Mongóis (MG) e Erbert Richard (MG). A noite estava maravilhosa, mais de 4 mil pessoas compareceram no Acrópole, principalmente pra ver o show do Sepultura que havia mais de dez anos que tinha tocado em Uberlândia.


A única coisa chata da noite foi que os ouvintes e telespectadores que acompanhavam o Jambolada pelas transmissões da Rádio e Tv pelo Portal Fora do Eixo tiveram que ficar na “vontade” porque a produção do Sepultura exigiu que as transmissões fossem encerradas, mas isso nem tirou o brilho da noite, que terminou com um peso enorme e já deixando saudades em todos.

E no Domingo os shows foram na Pça Sérgio Pacheco, Jambolada especial Arte na Praça com apresentações Maria Alcina (RJ), Anelis Assumpção (SP), Os Seminovos (MG), Graveola e o Lixo Polifônico (MG), Manolos Funk (MG) e Cidadão Comum (MG). Música boa e praça cheia.. Muito bom mesmo!

E sem dúvida a melhor definição foi mesmo “ducaralho”. O pessoal do Goma e Valvulado estão de parabéns pelo Jambolada. Tudo foi incrível... O atendimento, a organização, a programação, enfim toda a produção do festival.

Também foi muito bacana encontrar e conviver por estes dias com os parceiros e amigos dos demais coletivos mineiros Pegada, Retomada, Vatos, Fórceps, Megalozebu, Semifusa, Peleja, Goma e também de alguns coletivos de outros estados que também estavam presentes como Massa Coletiva, Cubo, Bigorna, Alona e Araribóia.